Alimentação

Alimentos permitidos para o Diabético

Thursday, April 3rd, 2008

Para compensar pelos alimentos que você deve evitar, existem muitos de que você pode desfrutar sem restrições. São eles: canela, aipo, salsa, hortelã, alho, cebola, molho inglês, noz moscada, mostarda, pimenta, sacarina, vinagre e limão. E também tomar a qualquer hora… e na quantidade que quiser:

* café
* chá
* sopa rala
* coalho
* caldo simples
* gelatina sem açúcar

Alimentos que você deve evitar

Thursday, April 3rd, 2008

Você poderá comer a maioria dos alimentos, nas quantidades prescritas. Entretanto, existem alguns alimentos que em geral devem ser totalmente evitados ou consumidos em quantidades muito restritas. São os que possuem alto teor de carboidratos, como os seguintes:

* açúcar
* caldas de doces
* geléias
* mel, melados
* doces em forma de marmelada
* bolo
* bolinhos, biscoitos
* goma de mascar ou bala (com Açúcar)
* refrigerantes (com Açúcar)
* leite condensado
* alimentos fritos
* bebidas alcoólicas
* torta

NECESSIDADES ENERGÉTICAS

Thursday, April 3rd, 2008

A prescrição energética baseia-se nas calorias requeridas para alcançar e manter o peso desejado:

* Indivíduos obesos (geralmente diabéticos do Tipo 2) devem ser orientados para seguirem uma dieta com moderada restrição calórica, associada com exercícios físicos, a fim de reduzirem o peso, gradativamente.
* Geralmente, uma perda razoável de peso, 5 a 10 kg em grandes obesos, já se mostra efetiva no controle glicêmico, mesmo que o peso ideal ainda não tenha sido alcançado;
* Diabéticos com peso adequado devem ingerir calorias suficientes para mantê-lo;
* Diabéticos com baixo peso, particularmente do Tipo 1, que tenham perdido massa magra e gordura corporal, requerem ingestão calórica ajustada para recuperação do peso e do bom estado nutricional;
* Crianças e adolescentes necessitam de ajustes freqüentes no VET, a fim de prover energia suficiente para o crescimento e desenvolvimento, dentro do esperado para cada faixa etária.

Estabelecido o VET para cada indivíduo, é importante orientar o diabético quanto ao manejo de sua dieta, a fim de manter a ingestão calórica razoavelmente constante dia após dia, pois flutuações na ingestão alimentar podem ter efeitos significativos no controle do nível glicêmico. O uso de tabelas de grupos alimentares (pão/cereais, carnes, vegetais, frutas, leite e gorduras), e suas substituições, constitui o principal instrumento para a elaboração da dieta.

Os grupos alimentares relacionados abaixo são considerados básicos, sendo necessário ingerir, diariamente, alimentos de todos os grupos para conseguir-se um equilíbrio adequado na alimentação:

* Grupo dos pães, cereais, outros grãos e tubérculos: pães, biscoitos, arroz, milho, aveia, fubá de milho, cuscuz, beiju, batata inglesa, batata doce, mandioca, cará, inhame, etc.
* Grupo das frutas: laranja, banana, abacaxi, mamão, melancia, limão, caju, tangerina, caqui, manga, melão, etc.
* Grupo dos vegetais: folhas verdes, berinjela, jiló, maxixe, pepino, tomate, cebola, pimentão, legumes, como abóbora, cenoura, beterraba, quiabo, vagem, chuchu, etc.
* Grupo das carnes e substitutos: frango, peixe, carne bovina, ovos, frutos do mar, feijões e ervilhas, etc.
* Grupo do leite e derivados: leite, queijo, iogurte, coalhada.
* Grupo das gorduras: óleos vegetais.

É importante ressaltar que as quantidades e distribuição dos alimentos dependerão das características de cada indivíduo.

PARA QUE PLANEJAR A ALIMENTAÇÃO

Thursday, April 3rd, 2008

Os pontos mais importante são:

Manter os níveis glicêmicos, o peso e lipídios entre bom e aceitável (Ver metas para o controle no Anexo 3), adaptando a ingestão alimentar à medicação (se estiver usando) e à rotina de vida do diabético.

Fornecer energia e nutrientes para a manutenção, recuperação ou redução de peso e para atender às necessidades metabólicas aumentadas durante a gestação e a lactação.

Assegurar o crescimento e desenvolvimento em crianças e adolescentes.

Implementar a prevenção primária do Diabetes, através da divulgação de hábitos alimentares saudáveis para prevenir a obesidade.

Promover o ajuste dietético para prevenção e tratamento das complicações agudas e crônicas do Diabetes.

Fornecer calorias para atender às demandas energéticas decorrentes de atividades físicas.

PLANEJAMENTO ALIMENTAR PARA O DIABÉTICO

Thursday, April 3rd, 2008

Considerando que a dieta do diabético é um dos fatores fundamentais para manter os níveis glicêmicos dentro de limites desejáveis, o planejamento alimentar deve ser cuidadosamente elaborado, com ênfase na individualização. Para ser bem sucedida, a dieta deve ser orientada de acordo com o estilo de vida, rotina de trabalho, hábitos alimentares, nível socioeconômico, tipo de Diabetes e a medicação prescrita.

Os diabéticos insulino-dependentes requerem a ingestão de alimentos com teores específicos de carboidratos, em horários determinados, para evitar hipoglicemias e grandes flutuações nos níveis glicêmicos. A ingestão alimentar deve estar sincronizada com o tempo e o pico de ação da insulina utilizada. Para diabéticos não insulino-dependentes, principalmente os obesos ou com sobrepeso, a principal orientação é a restrição da ingestão calórica total a fim de alcançar o peso adequado.

Os profissionais de Nutrição estão capacitados para conduzirem a orientação dietética. Os demais profissionais da equipe também deverão estar familiarizados com as noções básicas da dietoterapia do Diabetes mellitus.

CONSUMO DE MARGARINA POR DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Margarinas – As margarinas são fabricadas a partir da hidrogenação de óleos vegetais. Entretanto, com este processo, elas passam a ser consideradas como moderadamente saturadas, pois contêm de 20 a 30% de saturados. Por este motivo, o seu uso, sobretudo o das mais sólidas, deve ser controlado da mesma forma que a manteiga.

As gorduras saturadas aumentam o nível do LDL – Colesterol na corrente sangüínea, enquanto as insaturadas atuam ajudando a aumentar o HDL – Colesterol. Isto não significa que este tipo de gordura deve ser aumentado na alimentação, pois, dependendo do grau de aquecimento, as insaturadas vão tornando-se saturadas. Por isso não se recomendam as frituras e nem a reutilização dos óleos usados neste processo, pois quanto mais o óleo for aquecido maior será o percentual de gorduras saturadas.

Poliinsaturadas – maior proporção nos óleos de girassol, milho, arroz e soja
Monoinsaturadas – maior proporção nos óleos de oliva, amendoim e canola
Saturadas – maior proporção nas gorduras do leite e das carnes (bovinas, aves, suína, etc.); manteiga e queijos; óleos de coco e carnaúba.

Como evitar hipoglicemias

Thursday, April 3rd, 2008

* fracionar a alimentação, de acordo com o tempo de ação do hipoglicemiante ou da insulina;
* não atrasar os horários das refeições;
* não diminuir as porções de alimentos sem ajustar a medicação e intensidade dos exercícios físicos;
* ajustar a alimentação à prática de exercícios físicos e atividades ocupacionais, especialmente aquelas não habituais;
* evitar bebidas alcoólicas;
* cuidado para não usar insulina ou hipoglicemiante oral além do que realmente precisa;
* prestar muita atenção aos sinais e sintomas de hipoglicemia, sobretudo na ocorrência de alterações renais ou hepáticas;
* cuidado especial se o diabético estiver usando beta-bloqueadores ou se apresentar vômitos ou diarréia.

DICAS DE ALIMENTAÇÃO Hipoglicemia

Thursday, April 3rd, 2008

É uma complicação aguda que, na maioria das vezes, pode ser tratada pelo próprio diabético e pelas pessoas que o cercam. Para isto, é de fundamental importância saber como tratar e, sobretudo, como prevenir sua ocorrência.

A hipoglicemia (níveis glicêmicos < 50mg/dl) é mais freqüente nos diabéticos tratados com insulina; porém, pode também acontecer com os que usam hipoglicemiantes orais.

Dependendo da intensidade e da duração da hipoglicemia, as recomendações serão diferenciadas.

Hipoglicemia Leve: O diabético mantém a consciência e apresenta sinais e sintomas de alerta, tais como tremores, palpitações, sudorese e muita fome. Estas reações são mediadas pelo sistema nervoso autônomo (resposta adrenérgica).

Deverão ser tratadas com a ingestão oral de carboidratos simples (açúcar, mel, água com açúcar, balas, refrigerante e geléia de frutas não dietéticas, suco de frutas e tabletes de glicose). Evitar sorvetes e chocolates, pois o conteúdo de gordura destes alimentos dificulta a absorção do açúcar que eles contêm. Após 10 a 15 minutos, os sintomas devem desaparecer.

Hipoglicemia Moderada (Resposta adrenérgica e neuroglicopênica): O diabético ainda mantém a consciência. Os sintomas da fase leve são mais intensos e podem ter, também, sonolência, cansaço, tonteiras, cefaléia, confusão mental, distúrbio de comportamento (apatia, irritação, agressividade) e visão turva. Neste caso, a ação deve ser imediata, oferecendo-se ao indivíduo carboidratos simples, preferencialmente líquidos, pois a evolução rápida dos sintomas pode torná-lo inconsciente. Se apresentar dificuldade para levar o alimento à boca, deve ser auxiliado, ou então deve-se massagear açúcar ou mel nas gengivas e mucosa oral, até que o diabético apresente melhora. Em seguida, deve-se ministrar carboidrato complexo ou uma refeição, para que o episódio não reincida. Poderá também ser usado o Glucagon intramuscular ou subcutâneo, ou glicose hipertônica 50% endovenosa. Atenção! Se o diabético não conseguir engolir, não se deve forçar, pois poderá ocorrer aspiração.

Hipoglicemia Severa: estando os níveis glicêmicos muito baixos, ocorrerá perda da consciência. Neste caso, as pessoas que cercam o diabético devem ser orientadas a massagear as gengivas e mucosa oral com açúcar ou mel e procurar atendimento médico imediatamente.

Na hipoglicemia severa, além dos cuidados imediatos acima referidos, pode-se também usar, como primeira alternativa segura, o Glucagon (IM ou SC). Este hormônio eleva a glicemia rapidamente e, ocorrendo a recuperação da consciência, deverá ser oferecida alimentação ou ser aplicado soro glicosado EV, pois o efeito do Glucagon é fugaz e, por isso, às vezes é preciso repetir a dose após cinco minutos. É aconselhável que todo diabético que usa insulina tenha sempre disponível o Glucagon. ¨ Na hipoglicemia severa, o tratamento também é feito com glicose hipertônica 50% e soro glicosado via endovenosa. Mas, nesta situação, há necessidade de que o diabético esteja em um serviço de saúde ou que um profissional habilitado possa aplicar esta medicação.

* Alertamos que, se não for adequada e prontamente corrigida, a hipoglicemia poderá progredir, causando danos neurológicos com possíveis seqüelas, podendo evoluir até o coma e morte.
* Em situações extremas ainda podem ser usados: Glicocorticóides e Manitol.
* Se a hipoglicemia ocorrer durante o pico máximo de ação da insulina ou em conseqüência de erros na dosagem ou no tipo de insulina, além dos alimentos mencionados utilizar também alimentos protéicos (leite, queijo, iogurte, ovos, carnes), pois as proteínas podem fornecer glicose de forma mais lenta, evitando-se que o nível glicêmico atinja valores muito baixos novamente. Recomenda-se, pela mesma razão, incluir poteínas na última refeição, para prevenir hipoglicemias noturnas.
* Toda pessoa diabética deve portar um cartão de identificação de diabético. Isto facilitará qualquer tipo de atendimento.
* Por medida de segurança, todo diabético deverá sempre ter consigo um carboidrato simples, não perecível (por ex.: bala, melzinho, tablete de glicose).

DICAS DE ALIMENTAÇÃO Hiperglicemia

Thursday, April 3rd, 2008

Quando houver indicação médica para o tratamento da hiperglicemia no domicílio, os diabéticos Tipo 1 e Tipo 2 deverão receber as seguintes recomendações:

* manter a dieta habitual, pois é freqüente a noção de que a redução da alimentação acarretará melhora da descompensação diabética. Mas, devemos considerar que, muitas vezes, o descontrole metabólico pode estar ocorrendo devido à transgressão dietética, que teve início em uma festa ou viagem e que a polifagia do Diabetes descontrolado também contribui e dificulta o seguimento da dieta. Portanto, é fundamental que na história clínica sejam identificados os fatores causais da hiperglicemia;
* aumentar a ingestão de líquidos, principalmente de água, para prevenir a desidratação;
* a reposição do potássio, perdido pela diurese, poderá se dar pela ingestão de caldo de carne, sucos de frutas (exemplos: melão e laranja) e água de coco;
* selecionar os alimentos e prepará-los de forma que facilitem a digestão. O fracionamento deverá também ser mantido, sobretudo se náuseas e vômitos estiverem presentes.

ALIMENTAÇÃO PROTEINA E CRIANÇAS DIABÉTICAS

Thursday, April 3rd, 2008

As proteínas são requeridas para a formação de novos tecidos, bem como para a manutenção e maturação dos mesmos. As necessidades protéicas variam de acordo com a fase de crescimento da criança.

Do total de proteínas consumidas, um terço deverá constituir-se de “proteínas de alto valor biológico”, ou seja, proteínas que forneçam todos os aminoácidos essenciais (aminoácidos não sintetizados pelo organismo), em proporções adequadas e suficientes. As fontes de proteínas animais devem estar presentes na dieta, de forma a suprir esta necessidade. As fontes de proteínas vegetais também devem estar incluídas na alimentação diária.

É importante lembrar que um jovem diabético exposto a uma cetoacidose deve ser submetido à uma reavaliação nutricional tão logo seja corrigido o estado catabólico, para que se corrijam alterações nutricionais ocasionadas pela intensa proteólise e lipólise que sofreu, a fim de não comprometer o desenvolvimento pôndero- estatural.

Recomenda-se o aumento na demanda de calorias e proteínas até a correção do estado nutricional. Evidentemente, este incremento de nutrientes deve ser acompanhado por um ajuste na insulinização.