Crianças

DICAS PARA CUIDAR DE CRIANÇA DIABÉTICA

Thursday, April 3rd, 2008

Freqüentemente, os pais de crianças e jovens deparam-se com os seguintes problemas: intolerância e não aceitação de alimentos, desobediência aos horários estabelecidos de refeições, substituição de refeições normais por lanches ou, ainda, o hábito de se alimentarem em frente da televisão (”beliscar”).

A criança na fase pré-escolar (entre 1 e 6 anos), devido ao crescimento lento, apresenta diminuição do apetite, causando aflição nos pais, principalmente se esta criança for diabética.

Nesta fase há maior interesse no mundo que acerca do que nos alimentos.

Geralmente, desenvolve preferências alimentares, recusando alimentos que antes aceitava ou pedindo um alimento em particular. Este comportamento reflete uma forma de firmar sua independência ou cansaço pela dieta oferecida até então. Obviamente, esse comportamento gera ansiedade por comprometer o controle adequado do Diabetes na criança. Mas os pais deverão compreender que isto faz parte do desenvolvimento e é temporário. Durante esta fase, a dieta deve estar adequada às preferências da criança, mas esse comportamento não deve ser valorizado com promessas, presentes ou castigos. Os pais devem continuar a oferecer uma boa variedade de alimentos, em diferentes tipos de preparações, e manter o fracionamento da dieta, para evitar oscilações importantes da glicemia. Famílias que mantêm um bom padrão alimentar, variado, com horários preestabelecidos para as refeições, superam essa fase com tranquilidade. Por outro lado, famílias que já apresentam problemas quanto ao consumo alimentar terão maiores dificuldades com a criança, pois o núcleo familiar é a influência primária no desenvolvimento de hábitos alimentares.

O mesmo se aplica aos escolares (7 a 11 anos) que, nesta fase, além da família, ainda sofrem influência dos meios de comunicação e dos colegas. A mídia pode ter um efeito negativo sobre a alimentação na infância, já que os programas infantis incluem comerciais sobre alimentos para crianças. Estas mensagens comerciais incitam a criança a comer porque é “divertido”, “dá energia”, levando-as ao consumo de balas, achocolatados, biscoitos, petiscos e sanduíches de determinadas lanchonetes, ao invés da alimentação caseira. Isto poderá comprometer a alimentação e o controle metabólico de uma criança diabética. Este fato é realmente preocupante, pois, se por um lado há necessidade de uma dieta disciplinada (com controle de nutrientes e horários), por outro há uma criança que deseja e precisa participar da vida na sociedade em que vive.

Que atitude tomar nesta situação? Por certo esta dúvida já assaltou todos os pais de crianças diabéticas e muitos profissionais de saúde. A prática tem demonstrado que atitudes drásticas como simplesmente proibir o consumo não se reflete em resultado satisfatório, pois a proibição sempre gera curiosidade e revolta, levando a criança a encarar a atitude dos pais como um desafio e a comportar-se contrariamente às ordens que recebeu. Se, ao contrário, não houver proibição e sim diálogo esclarecedor, de forma que mesmo a criança pequena possa compreender, sua atitude será mais positiva, aceitando melhor suas limitações. Muitas vezes, a criança, ou mesmo o jovem, tentará consumir um alimento não adequado para comprovar se realmente é nocivo. Isto é compreensível e faz parte de seu aprendizado e aceitação do tratamento do Diabetes. Este comportamento não deve ser incentivado ou reprimido, apenas compreendido.

Muitos jovens diabéticos apresentam um comportamento desafiador diante do tratamento do Diabetes mellitus, inclusive com relação à dieta alimentar. Este tipo de comportamento pode representar uma fase de auto-afirmação, mas os pais devem estar atentos quanto a eles, pois muitas vezes o que parece ser o processo de desenvolvimento emocional pode ser uma forma de chamar atenção para si, o que nos deverá levar a refletir o quanto este jovem está sofrendo com sua situação. Já se abordou muitas vezes a importância da educação em saúde para o diabético e seus familiares e do acompanhamento psicológico de toda a família. Reforçamos esta idéia, pois, sem dúvida, os melhores resultados são obtidos quando o tratamento agrega vários profissionais que trabalham conjuntamente e, certamente, o apoio psicológico é fundamental. Outras situações bastante comuns aos jovem são os passeios e festas com amigos. Os aspectos que gostaríamos de ressaltar são relativos ao consumo de bebidas alcoólicas e aos episódios de hipoglicemias, que já foram abordados anteriormente neste trabalho.

Nossa mensagem final é a de que é de suma importância que olhemos para a criança e jovem diabéticos, antes de tudo, como crianças e jovens e não como diabéticos , pois o profissional de saúde deve tratar o indivíduo e não a doença.

RECOMENDAÇÕES PARA CRIANÇAS COM DIABETES

Thursday, April 3rd, 2008

Determinados estes macronutrientes, a dieta deve ser adequada em fibras e micronutrientes, vitaminas, minerais e oligoelementos. Particularmente em relação as crianças e adolescentes, deve haver boa demanda de cálcio, fósforo, ferro, zinco e vitaminas. Os mesmos requerimentos recomendados a não diabéticos se aplicam às crianças e aos jovens diabéticos desde que não estejam em crise de cetoacidose, porque, neste caso, há um aumento nas necessidades devido às perdas de nutrientes.

Deve-se considerar ainda o ajuste de horários de alimentação ao esquema de insulinização. O fracionamento da dieta em várias pequenas refeições deve ser adaptado à insulinização, à atividade física e à disponibilidade de horário para refeições que o diabético apresenta.

A obtenção de uma dieta equilibrada e satisfatória depende da ingestão de vários nutrientes que são oferecidos naturalmente, pelos alimentos. Assim, não se justificam suplementações, seja através de suplementos alimentares, seja através de medicamentos.

COMER LIPÍDIOS CRIANÇAS DIABÉTICAS

Thursday, April 3rd, 2008

O aumento de carboidratos, na dieta, permite manter uma oferta menor de lipídios, de forma que estes venham a complementar a necessidade energética e desempenhar suas funções orgânicas mais específicas. Da mesma forma que para o adulto, a criança e o jovem devem evitar o consumo excessivo de gorduras e selecionar o tipo que irá consumir. Porém, é importante lembrar que o ácido linoléico (ácido graxo essencial – que o organismo não sintetiza) é fundamental para o desenvolvimento do sistema nervoso central e, portanto, deve estar presente na dieta, em quantidades suficientes, através de alimentos fontes de gorduras, como os óleos vegetais e a gordura presente no leite integral.

Já em relação ao colesterol, deve haver controle, mas não se justificam dietas restritas. A dieta conhecida como preventiva de aterosclerose pode ser prescrita neste caso, pois recomenda consumo máximo de 300 mg de colesterol/dia, o que não restringe demasiadamente este nutriente que tem importante papel na síntese de vitamina D e dos hormônios esteróides.

CARBOITRADOS PARA CRIANÇAS DIABÉTICAS

Thursday, April 3rd, 2008

No decorrer da última década, vários trabalhos têm demonstrado que os carboidratos tem efeitos benéficos, na tolerância à glicose em diabéticos, por tornarem os tecidos mais sensíveis à ação da insulina. Por esta razão, a dieta do diabético tornou-se mais liberal no que concerne ao aporte de carboidratos, utilizando-se da mesma recomendação que se faz aos indivíduos não diabéticos, ou seja, os carboidratos passaram a ser a principal fonte de energia da alimentação dos portadores de Diabetes mellitus.

NECESSIDADE ENERGÉTICA DA CRIANÇA DIABÉTICA

Thursday, April 3rd, 2008

A produção basal de calor da criança e do adolescente é alta. Deve-se ressaltar que o que é comumente referido como metabolismo basal para o adulto é, na realidade, não basal na criança em desenvolvimento porque representa suas necessidades para o crescimento, bem como para a manutenção de suas funções vitais.

DIETOTERÁPIA PARA CRIANÇAS DIABÉTICAS

Thursday, April 3rd, 2008

A dieta muito restrita, preconizada antigamente, deu lugar, graças ao avanço científico nos últimos anos, à uma alimentação balanceada, ajustada individualmente, que permite ao indivíduo uma vida ativa, perfeitamente integrada à sociedade.

O papel atual da dietoterapia no Diabetes mellitus é: fornecer calorias suficientes para manutenção da eutrofia e plena atividade; manter equilíbrio entre a ingestão de alimentos e a insulina disponível; fornecer alimentação nutricionalmente equilibrada, de acordo com as necessidades individuais; manter bom controle metabólico para prevenir e/ou retardar complicações agudas e crônicas; e proporcionar ao diabético uma melhor qualidade de vida.

Tem-se demonstrado que, para os diabéticos jovens, a disciplina alimentar ajustada ao medicamento e à atividade física proporciona melhor controle do que a preconizada dieta liberal. As dietas extremamente rígidas ou as liberais parecem não ser o caminho para o controle do Diabetes.