Doença

Diabetes melitus insulino dependente

Thursday, April 3rd, 2008

A incidência de cada tipo de diabetes varia muito em todo o mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 10% de todos os pacientes diabéticos apresentam DMID, com uma incidência de 18 por 100.000 habitantes por ano. Isto é similar à incidência encontrada no Reino Unido (17 por 100.000). A incidência de DMID na Europa varia com a latitude. As taxas mais elevadas ocorrem no norte da Europa (Finlândia, 43 por 100.000) e as mais baixas no sul (França, Itália e Israel, 8 por 100.000). A única exceção a esta regra é a pequena ilha da Sardenha, próximo à Itália, que apresenta uma incidência de 30 por 100.000. Entretanto, as taxas de incidência relativamente baixas de DMID no sul da Europa são, sem dúvida, muito maiores do que as taxas no Japão, que atingem apenas cerca de 1 por 100.000 habitantes.

Com o DMID, a taxa de concordância para gêmeos idênticos é de apenas 25 a 50%; isto sugere que as influências ambientais, bem como as genéticas, possuem um papel importante na doença. Entre tanto, os fatores genéticos no DMID são bem caracterizados e relacionam-se com os genes que controlam a resposta imune. Há considerável evidência de que o DMID seja uma doença auto-imune da célula b do pâncreas. Os anticorpos para componentes das células das ilhotas são detectados em até 80% dos pacientes com DMID, logo após o estabelecimento ou antes do início da doença clínica. Os anticorpos são direcionados para antígenos ligados à membrana ou ao citoplasma, incluindo anticorpos para células da ilhota, auto-anticorpos para insulina, anticorpos para as descarboxilases 65 e 67 do ácido glutâmico (GAD-65 e -67), anticorpos para a proteína 65 de choque térmico (HSP-65) e anticorpos para a albumina sérica bovina

Embora seja atualmente aceito que estes anticorpos estejam correlacionados com a expressão clínica do DMID, há controvérsia sobre se a presença, ou não, de auto-anticorpos pode prenunciar desenvolvimento do diabetes clínico. A maioria dos estudos prospectivos destinados a determinar se o DMID pode ser prevista com base em anticorpos foi realizada em parentes saudáveis de primeiro grau de pacientes diabéticos. Estes estudos determinaram que a presença de auto-anticorpos para insulina (IAA) confere apenas um pequeno risco para o desenvolvimento de DMID. Por outro lado, a presença de título elevado de anticorpos para a célula da ilhota (ICA) e de anticorpos GAD, ou de ICA combinados aos IAA, confere um risco muito alto de desenvolvimento de DMID nos parentes de primeiro grau.

Como a maior parte dos estudos que visavam prever o desenvolvimento do DMID foi realizada em parentes de primeiro grau de indivíduos diabéticos, não se sabe se a ocorrência de ICA em indivíduos da população geral confere um risco similar para o desenvolvimento do diabetes clínico. A maioria dos dados disponíveis indica que a presença de ICA em indivíduos da população geral está associada a menor risco de desenvolvimento de DMID. No entanto, como nos parentes de primeiro grau de pacientes com DMID, talvez presença de mais de uma forma de auto-anticorpo nos indivíduos da população geral possa ser um previsor mais potente do desenvolvimento do diabetes clínico. Os indivíduos com DMID também tendem a apresentar anticorpos direcionados par outros tecidos endócrinos, inclusive para as glândulas supra-renais, paratireóides e tireóide. Eles também apresentam uma incidência maior do que a normal de outras doenças auto-imunes.

Dislipidemias e a Diabetes

Thursday, April 3rd, 2008

As Dislipidemais ou Hiperlipidemias acometem cerca de 10 a 15% da população adulta. De maneira geral, estes termos traduzem elevações nos níveis dos lipídios sangüíneos, em especial do colesterol e/ou triglicerídios. Nas dislipidemais, devem-se considerar também as hiperlipoproteinemias, ou seja, o aumento de uma ou mais das principais classes de lipoproteínas e apolipoproteínas plasmáticas. As lipoproteínas são proteínas transportadoras de colesterol, triglicerídios e fosfolipídios no sangue. As apolipoproteínas, também chamadas apoproteínas, são os componentes protéicos da parte externa das lipoproteínas.

Existem várias classificações para as dislipidemias mas, basicamente, elas são primárias ou secundárias, de acordo com a etiologia.

* Dislipidemias Primárias ou Familiares – São cinco tipos em que uma ou mais das lipoproteínas encontram-se aumentadas. Nas formas primárias, também são considerados critérios clínicomorfológicos, como, por exemplo, a presença de xantomas, xantelasmas, hepatoesplenomegalia, pancreatite e aterosclerose.

* Dislipidemias Secundárias – Surgem em decorrência de algum processo patológico.

CUIDADOS DO DIABÉTICO

Thursday, April 3rd, 2008

É muito comum que o indivíduo saia para compras e se esqueça dos horários das refeições. Nesta situação, é importante que o diabético se alimente, observando a prescrição dietética e a equivalência alimentar.

Para que a pessoa diabética tenha total independência e desfrute da vida social e do lazer deve estar, antes de tudo, muito bem adaptada ao Diabetes, conhecendo a ação dos medicamentos, o valor nutritivo e calórico e as trocas alimentares que pode fazer.

Informar a todas as pessoas que estão em sua companhia que é diabético e como podem ajudá-lo no caso de hipoglicemia.

Ter sempre consigo, ou em lugar de fácil acesso, carboidratos de rápida absorção.

Carregar, juntamente com os demais documentos, o “Cartão de Identificação do Diabético” com os nomes e telefones das pessoas que devem ser avisadas em uma emergência. Para evitar possíveis problemas por estar carregando seringas, recomenda-se levar também uma declaração do médico que o assiste, citando a necessidade do uso de insulina. Isto é para evitar confusão com usuários de drogas injetáveis.

* não atrasar o horário de refeição em função do passeio;
* procurar estabelecimentos que ofereçam um cardápio bastante variado;
* optar pelo serviço self-service que, como já foi referido, é bem versátil;
* informar-se com o garçom o tamanho das porções e os ingredientes dos pratos;
* solicitar, se necessário, a retirada de molhos gordurosos e a redução do sal na preparação;
* lembrar-se das equivalências alimentares, para não transgredir a dieta prescrita;
* quase sempre o couvert também fornece calorias, através de carboidratos, gorduras e proteínas;
* no caso dos sanduíches, freqüentemente podem fornecer mais calorias e gorduras que as refeições normais, além de oferecerem poucas fibras. Esta mesma observação é válida para pizzas e pastéis. Exemplo: Um sanduíche comum fornece cerca de 500 Kcal, pois o pão tem açúcar e os demais ingredientes (molho, carne e queijo) têm elevada concentração de gordura animal e sódio.

COMBATER DIARRÉIA EM DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

A conduta atual para o tratamento da diarréia, de qualquer etiologia e em todas as faixas etárias, é continuar com a alimentação normal. Manter esta mesma recomendação para o diabético, assim como aumentar a quantidade de líquidos, através da ingestão de água e água de coco. A água de coco ajuda na reposição de eletrólitos. O uso de soro oral ou caseiro para o diabético dependerá de indicação médica específica. Se, associados à diarréia, estiverem presentes náuseas e vômitos, e a ingestão oral estiver impedida, o diabético deve procurar um serviço médico.

Após o episódio agudo, voltar a alimentar-se com alimentos pastosos de boa digestibilidade, em pequenas porções várias vezes ao dia, ajustando a medicação às condições de ingestão.

Em qualquer situação de doença tratável no domicílio deverá haver monitoramento dos níveis glicêmicos para ajuste da medicação, em especial da insulina.

TRATAR INFECÇÕES EM DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Quando o processo infeccioso permitir o tratamento domiciliar, o diabético deverá:

* manter a dieta habitual. Se houver dificuldade de deglutição, ingerir os alimentos em forma pastosa ou líquida, mantendo o valor calórico prescrito;
* aumentar a ingestão de água para manter a hidratação;
* manter o fracionamento da dieta.