Idosos

CONSUMO DE DIETÉTICOS POR IDOSOS

Thursday, April 3rd, 2008

Se houver indicação para o consumo de produtos dietéticos, valem as mesmas recomendações para as outras faixas etárias. É importante verificar o edulcorante utilizado, pois alguns deles têm como base o sódio, o que deve ser considerado, por exemplo, no controle da hipertensão arterial.

Finalizando, devemos ressaltar que a família do idoso deve ser orientada igualmente, pois atuará de forma decisiva sobre a aderência ou não do diabético à dieta.

CONSUMO DE ÁGUA PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Com a diminuição da velocidade de filtração glomerular, que ocorre fisiologicamente nos idosos, a água passa a ser facilitadora da função renal, transportando os produtos do metabolismo e diminuindo a quantidade de soluto renal. Atua também como coadjuvante no processo digestivo e facilita a eliminação de fezes. Obviamente, terá maior importância quando da ocorrência de descompensação diabética, pelo aumento da perda urinária e desidratação. Em condições normais, recomenda-se o consumo de 1,5 litros de água/dia, afora a água de composição dos alimentos, que deve contribuir com aproximadamente 1 litro/dia.

FIBRAS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

As fibras dietéticas representam um grande aliado para o controle do diabetes em todas as faixas etárias e torna-se de maior importância ainda em relação ao idoso, já que desempenham a função de estimular a peristalse intestinal, evitando a ocorrência de obstipação e suas conseqüências, tão comum nos idosos em geral.

Assim, além das fibras solúveis, que interferem na absorção de glicose, é importante oferecer também fibras insolúveis, que são mais efetivas para corrigir a obstipação intestinal. Estas últimas estão presentes, predominantemente, nos cereais integrais e verduras de folha. O consumo de fibras dietéticas deve ser de 20g a 30 g/dia. Alertamos que o excesso no consumo pode interferir na absorção do ferro, do zinco e do cálcio.

MINERAIS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Entre os minerais, os mais importantes para os idosos são o cálcio, o ferro e o zinco. Há grande prevalência de osteoporose na população idosa, principalmente entre as mulheres. Por isso, o cálcio, representado pelo consumo de laticínios (leite, queijos e iogurte), deve ter ingestão adequada. A oferta desses alimentos, entretanto, deve ser nas formas mais magras, como leite e iogurte semi-desnatados e desnatados e queijos magros.

A anemia ferropriva é bastante comum no idoso, não só pelo pH mais alto no ambiente gástrico como também devido à limitação que pode ocorrer na ingestão de alimentos protéicos e fontes de ferro, como as carnes e leguminosas. Além disso, dietas deficientes em proteínas e ferro diminuem a absorção de zinco, o que contribui ainda mais para a instalação de anemia. Ainda em relação aos minerais, vale lembrar a importância da relação sódio/potássio e também do magnésio.

É grande a incidência de hipertensão arterial na população idosa, sendo bastante prevalente entre os diabéticos. Portanto, vale reduzir o teor de sódio da dieta, principalmente o de adição presente no cloreto de sódio (sal de cozinha) e em alimentos industrializados. Mas é importante que não haja redução drástica, para que não ocorra hiponatremia (redução nos níveis séricos de sódio).

Quanto ao potássio, pode haver deficiência na descompensação diabética pela perda aumentada na urina e, também, pela cocção de hortaliças e frutas, já que este eletrólito se perde na água de cozimento. Assim, é importante incentivar o consumo desses alimentos in natura, pois além dos motivos acima citados, com o uso de diuréticos pode haver perda significativa de potássio e também de magnésio.

VITAMINAS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Da oferta total de gorduras, recomenda-se que menos de 10% seja representada por gorduras saturadas e o restante por gorduras insaturadas (monoinsaturadas e poli), de acordo com as estratégias do tratamento (Exemplo: presença ou não de dislipidemia e obesidade). Não deve haver redução drástica de gorduras, pois ocorrerá menor oferta

de ácido linoléico (ácido graxo essencial) e das vitaminas lipossolúveis (predominantemente presentes em alimentos fontes de gorduras), assim como prejuízo no sabor dos alimentos, podendo interferir na ingestão adequada destes.

Vale a pena notar que os níveis séricos de colesterol tendem a manter-se estáveis a partir dos setenta anos, em idosos não-diabéticos. Ainda não há dados conclusivos sobre sua ocorrência em diabéticos idosos. A recomendação de ingestão de colesterol é de 300 mg/dia, a exemplo do adulto jovem com diabetes.

LIPÍDIOS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Da oferta total de gorduras, recomenda-se que menos de 10% seja representada por gorduras saturadas e o restante por gorduras insaturadas (monoinsaturadas e poli), de acordo com as estratégias do tratamento (Exemplo: presença ou não de dislipidemia e obesidade). Não deve haver redução drástica de gorduras, pois ocorrerá menor oferta

de ácido linoléico (ácido graxo essencial) e das vitaminas lipossolúveis (predominantemente presentes em alimentos fontes de gorduras), assim como prejuízo no sabor dos alimentos, podendo interferir na ingestão adequada destes.

Vale a pena notar que os níveis séricos de colesterol tendem a manter-se estáveis a partir dos setenta anos, em idosos não-diabéticos. Ainda não há dados conclusivos sobre sua ocorrência em diabéticos idosos. A recomendação de ingestão de colesterol é de 300 mg/dia, a exemplo do adulto jovem com diabetes.

PROTEÍNAS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

Devido às dificuldades de absorção e metabolismo das proteínas, e sua importância plástica e imunitária, recomenda-se a ingestão de, no mínimo, 0,8 g de proteínas/kg peso desejado/dia (como no jovem). Alguns autores indicam até 1 g de proteinas/kg peso desejado/dia, sendo no mínimo 33% de Proteínas de Alto Valor Biológico. É importante lembrar que a baixa ingestão de alimentos protéicos reduz sensivelmente a oferta de vitaminas e sais minerais. De modo geral o consumo de proteínas deve representar 10% – 20% do VET.

CARBOITRADOS PARA IDOSOS DIABÉTICOS

Thursday, April 3rd, 2008

A maioria dos autores preconiza o VET de 30 Kcal/kg/dia peso desejado para ambos os sexos. Este valor, porém, é genérico. Já se sabe, também, que a queda do requerimento energético basal é de 2% a 3% por década. Assim, o que se recomenda aos 60 anos não pode ser o mesmo para o indivíduo aos setenta ou 80 anos. Além do que, a atividade física é bastante variável entre a população idosa. Neste sentido, para efeito de cálculo do VET, deve-se considerar a queda do metabolismo basal e a diminuição da atividade física, que ocorrem com a maioria dos idosos.

O fornecimento de calorias deverá observar não somente as dificuldades digestivas e absortivas, mas, primordialmente, deverá visar à obtenção de um melhor controle metabólico do diabetes.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO IDOSO DIABÉTICO

Thursday, April 3rd, 2008

A maioria dos autores preconiza o VET de 30 Kcal/kg/dia peso desejado para ambos os sexos. Este valor, porém, é genérico. Já se sabe, também, que a queda do requerimento energético basal é de 2% a 3% por década. Assim, o que se recomenda aos 60 anos não pode ser o mesmo para o indivíduo aos setenta ou 80 anos. Além do que, a atividade física é bastante variável entre a população idosa. Neste sentido, para efeito de cálculo do VET, deve-se considerar a queda do metabolismo basal e a diminuição da atividade física, que ocorrem com a maioria dos idosos.

O fornecimento de calorias deverá observar não somente as dificuldades digestivas e absortivas, mas, primordialmente, deverá visar à obtenção de um melhor controle metabólico do diabetes.

ALTERAÇÕES DIGESTIVAS NO IDOSO DIABÉTICO

Thursday, April 3rd, 2008

As alterações digestivas, próprias da idade, também devem ser conhecidase têm uma relação direta com a prescrição dietética. Sua compreensão permite uma alimentação mais ajustada às necessidades nutricionais do idoso, levando-se em conta as possíveis perdas digestivas e absortivas dos nutrientes. Nesta faixa etária, é comum observar-se redução do apetite por alterações do paladar e do olfato, aliadas à diminuição da acuidade visual. Também a diminuição da secreção salivar na cavidade oral, com conseqüente ressecamento da mucosa e menor produção de mucina e ptialina, altera a digestão, já na boca, prejudicando a ingestão de alimentos e, conseqüentemente, aumentando o risco de hipoglicemias, sobretudo naqueles que estão usando insulina ou hipoglicemiantes orais. Estes fatores são agravados por perdas dentárias, também frequentes nesta faixa etária, que acarretam dificuldade mastigatória e a preferência por alimentos de consistência pastosa. Na maior parte das vezes, alimentos deste tipo proporcionam oferta inadequada de nutrientes e tornam a dieta monótona, sendo, portanto, mais um fator de risco para a ocorrência de hipoglicemias. Aqueles indivíduos que utilizam próteses bem ajustadas terão estes problemas minimizados.

Com a diminuição da secreção salivar, o bolo alimentar é menos úmido, transitando mais lentamente pelo esôfago, originando a presença de ondas peristálticas secundárias, acompanhadas de dor no tórax.

No estômago, há atrofia da mucosa gástrica, com conseqüente diminuição na secreção de ácido clorídrico, proporcionando digestão mais lenta e menor absorção de ferro, como, também, menor secreção do fator intrínseco para absorção de cobalamina (vitamina B12). Há também menor motilidade gástrica, havendo retardo no esvaziamento gástrico, sendo, portanto, freqüentes as queixas de plenitude pós-prandial.

A atrofia também ocorre no nível dos intestinos, prejudicando a secreção de enzimas e a absorção de nutrientes, principalmente proteínas e gorduras. Parece que estas interferências absortivas também ocorrem em relação à glicose, porém este fato não está de todo esclarecido.

Há menor secreção de enzimas, e também de muco, que, associados à diminuição da motilidade intestinal, desencadeiam a obstipação intestinal crônica, bastante comum no idoso. A obstipação intestinal, por sua vez, causa doenças intestinais importantes, de maior incidência nesta faixa etária. Além disso, há também o aumento da flatulência, gerando desconforto para estes indivíduos.

Quanto aos anexos, sabemos que há perda da elasticidade parietal da vesícula biliar, criando condições para uma maior freqüência de calculose, por aumentar a concentração de colesterol biliar. Isto agravará ainda mais a absorção de gorduras, principalmente os ácidos graxos saturados, e de vitaminas lipossolúveis.

O fígado tem seu peso e volume diminuídos por redução no número de hepatócitos, o que interferirá na síntese de proteínas mas não na capacidade de armazenamento de glicogênio, vitaminas e minerais. O pâncreas também sofre redução no seu volume, com conseqüente diminuição na produção de amilase, lipase e tripsina. O conhecimento e a compreensão dessas alterações morfológicas são importantes para direcionar a prescrição dietética para o idoso diabético. Porém, o ser humano vive em sociedade e, assim, devem ser considerados, também, os fatores sociais que influenciam na alimentação, como por exemplo: a) perda do poder aquisitivo (bastante comum na aposentadoria); b) dificuldade de locomoção, gerando problemas para a compra e preparo de alimentos; c) dependência física de terceiros; d) violência dos centros urbanos, que também contribui para limitar a aquisição de alimentos; e) fatores psicológicos como solidão, depressão por perdas da capacidade produtiva, de status, do companheiro, da mobilidade e da auto-imagem.

Pelo exposto, reforçamos a necessidade do atendimento individualizado nesta faixa etária, pois cada indivíduo trará uma história de vida diferente, que se refletirá no momento atual determinando comportamentos diversos.