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Cuidados Diários com os Pés

Thursday, April 3rd, 2008

Cuidar bem dos pés é de imensa importância no diabetes em virtude da circulação sanguínea e defesas da pele nem sempre estarem dentro da normalidade, principalmente nos membros inferiores. Medidas como as que se seguem podem auxiliar na prevenção de infecções e demais problemas dos pés:

* Lave os pés diariamente, com sabonete e água morna (nunca em água quente). Seque-os sempre muito bem, mas delicadamente, particularmente entre os dedos.
* Depois de bem secos, passe lanolina, esfregando suavemente, a fim de conservar a pele macia.
* Mantenha as unhas sempre limpas, removendo as sujidades com bastonetes de madeira ou cotonetes.
* Mantenha as unhas aparadas. Corte-as cuidadosamente com alicate para unhas ou tesoura. Corte-as retas, no sentido horizontal, sem aprofundar nos cantos.
* Nunca use sapatos mal adaptados nem ande descalço. Não trate você mesmo de calos, calosidades ou pé de atleta. Comunique a seu médico qualquer local dolorido.
* Descanse seus pés algumas vezes durante o dia, deixando-os à vontade, sem sapatos.
* Alguns diabéticos não percebem normalmente a dor. Por isso, examine seus pés para se certificar que não haja lesões ou infecções.

Diabetes melitus não insulino-dependente

Thursday, April 3rd, 2008

A grande maioria dos pacientes diabéticos apresenta DMNID. Nos EUA, cerca de 90% de todos os pacientes diabéticos possuem DMNID. As taxas de incidência de DMNID aumentam com a idade, com uma taxa média de aproximadamente 440 por 100.000 por ano em torno da sexta década no sexo masculino, nos EUA. A etnia dentro de um país também pode influenciar a incidência de DMNID; a taxa média em afro-americanos masculinos é de 540 por 100.000 e a dos índios Pima é de aproximadamente 5.000 por 100.000. Diferentemente daquelas para o DMID, as taxas de incidência para DMNID são menores no norte da Europa (100 a 250 por 100.000) do que no sul (Israel, 800 por 100.000). Embora existam dados de prevalência para o DMNID, deve-se observar que existe um número igual de casos não-diagnosticados.

Numerosos fatores colocam pessoas em alto risco de desenvolver DMNID. Uma história familiar positiva indica probabilidade da doença. Estudos de gêmeos idênticos mostram concordância superior a 95% para o desenvolvimento de DMNID. Além do mais, existe uma alta prevalência de DMNID na prole de pais com a doença e também nos parentes de indivíduos afetados. As pessoas com peso superior a 20% do ideal também têm maior risco de desenvolver DMNID. Na realidade, cerca de 70% dos indivíduos com DMNID nos Estados Unidos são obesos. Certos grupos étnicos apresentam maior incidência de DMNID (índios americanos, afro-americanos, hispânicos, nativos das ilhas polinésias). Ademais, a tolerância à glicose comprometida previamente identificada, o diabetes gestacional, a hipertensão ou a hiperlipidemia significativa estão associa-dos a risco aumentado de DMNID. Estes dados sugerem que haja uma forte base genética para o DMNID, porém o(s) mecanismo(s) genético(s) envolvido(s) não é (são) conhecido(s). Um trabalho recente demonstrou que um defeito na célula pancreática e uma redução na sensibilidade tecidual à insulina são ambos necessários antes que o DMNID fenotípica esteja aparente. Entretanto, o DMNID é uma patologia extremamente heterogênea, sendo provável o envolvimento de uma gama de diferentes genes. Além disso, os fatores ambientais poderiam ter uma participação.

Assim, o DMNID é considerada como sendo uma patologia multifatorial. Qualquer combinação de fatores genéticos e ambientais que exceda um limiar pode resultar em DMNID. Estabeleceu-se a base genética para o DMNID em um pequeno subgrupo de pacientes. Metade dos pacientes com um raro tipo de DMNID, denominado MODY (diabetes juvenil com início na maturidade), possui uma mutação do gene glicocinase como a causa primária do diabetes.

Devido à atividade diminuída da glicocinase, estes pacientes evidenciam um aumento limiar glicêmico para a liberação de insulina. Isto, por sua vez, resulta em hiperglicemia branda persistente. Esta forma de MODY é familiar, com herança autossômica dominante, e parece ser bastante distinta do tipo usual de DMNID.

A situação no DMNID não é tão nítida. A maioria dos estudos indica que existe uma redução na massa de células b nos pacientes com DMNID. A obesidade, a duração do diabetes e a hiperglicemia prevalente podem potencialmente confundir a interpretação dos dados, mas os estudos que controla-ram estas variáveis relataram uma redução de aproximadamente 50% no volume das células b nos pacientes com DMNID, quando comparados aos pacientes – controle não-diabéticos. Devido à natureza heterogênea do DMNID, relatou-se que as concentrações plasmáticas médias de insulina em 24 horas nos pacientes variam de valores baixos a normais até aqueles relativamente aumentados em indivíduos-controle. É importante imaginar, entretanto, que o radioimunoensaio rotineiro de insulina detecta formas precursoras (pró-insulina) e intermediárias de pró-insulina (pró-insulina com clivagem em 32/33 e 64/65). Os estudos em que se empregaram ensaios específicos para insulina e pró-insulina revelaram que os valores “verdadeiros” de insulina nos pacientes com DMNID “hiperinsulinêmicos” são, de fato, nem maiores nem nitidamente inferiores aos valores dos indivíduos-controle. Portanto, quantidades aumentadas de pró-insulina confundiram a apreciação dos níveis subnormais de insulina nos pacientes com DMNID.

O DMNID também está associado a vários defeitos distintos na secreção de insulina. A manifestação mais precoce é uma perda da periodicidade regular de secreção de insulina. No diagnóstico, quase todas as pessoas com DMNID apresentam um profundo defeito na primeira fase da secreção de insulina em resposta a uma carga intravenosa de glicose. As respostas a outros secretagogos (p.ex., isoproterenol ou arginina) são preservadas, embora exista menor potencialização pela glicose. Estas anormalidades da célula b no DMNID são provavelmente secundárias à dessensibilização pela hiperglicemia crônica. A relação entre a glicemia de jejum e a insulinemia nos indivíduos com DMNID é bifásica. Os pacientes portadores de níveis de glicose sanguínea em jejum de 6 a 10 mM (108 a 180 mg/dl) apresentam valores de insulina, em jejum e estimulados, iguais àqueles dos indivíduos – controle euglicêmicos. Os indivíduos com hiperglicemia mais grave são francamente hipo-insulinêmicos. Os níveis de insulina nos pacientes com DMNID com hiperglicemia branda, embora semelhantes àqueles dos indivíduos – controle euglicêmicos, são, na realidade, inadequadamente baixos, pois eles deveriam estar aumentados em proporção com o estímulo hiperglicêmico.