DICAS PARA CUIDAR DE CRIANÇA DIABÉTICA

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Freqüentemente, os pais de

crianças e jovens deparam-se com os seguintes problemas: intolerância e não aceitação de alimentos, desobediência aos horários estabelecidos de refeições, substituição de refeições normais por lanches ou, ainda, o hábito de se alimentarem em frente da televisão (“beliscar”).

A criança na fase pré-escolar (entre 1 e 6 anos), devido ao crescimento lento, apresenta diminuição do apetite, causando aflição nos pais, principalmente se esta criança for diabética.

Nesta fase há maior interesse no mundo que acerca do que nos alimentos.

Geralmente, desenvolve preferências alimentares, recusando alimentos que antes aceitava ou pedindo um alimento em particular. Este comportamento reflete uma forma de firmar sua independência ou cansaço pela dieta oferecida até então. Obviamente, esse comportamento gera ansiedade por comprometer o controle adequado do Diabetes na criança. Mas os pais deverão compreender que isto faz parte do desenvolvimento e é temporário. Durante esta fase, a dieta deve estar adequada às preferências da criança, mas esse comportamento não deve ser valorizado com promessas, presentes ou castigos. Os pais devem continuar a oferecer uma boa variedade de alimentos, em diferentes tipos de preparações, e manter o fracionamento da dieta, para evitar oscilações importantes da glicemia. Famílias que mantêm um bom padrão alimentar, variado, com horários preestabelecidos para as refeições, superam essa fase com tranquilidade. Por outro lado, famílias que já apresentam problemas quanto ao consumo alimentar terão maiores dificuldades com a criança, pois o núcleo familiar é a influência primária no desenvolvimento de hábitos alimentares.

O mesmo se aplica aos escolares (7 a 11 anos) que, nesta fase, além da família, ainda sofrem influência dos meios de comunicação e dos colegas. A mídia pode ter um efeito negativo sobre a alimentação na infância, já que os programas infantis incluem comerciais sobre alimentos para crianças. Estas mensagens comerciais incitam a criança a comer porque é “divertido”, “dá energia”, levando-as ao consumo de balas, achocolatados, biscoitos, petiscos e sanduíches de determinadas lanchonetes, ao invés da alimentação caseira. Isto poderá comprometer a alimentação e o controle metabólico de uma criança diabética. Este fato é realmente preocupante, pois, se por um lado há necessidade de uma dieta disciplinada (com controle de nutrientes e horários), por outro há uma criança que deseja e precisa participar da vida na sociedade em que vive.

Que atitude tomar nesta situação? Por certo esta dúvida já assaltou todos os pais de crianças diabéticas e muitos profissionais de saúde. A prática tem demonstrado que atitudes drásticas como simplesmente proibir o consumo não se reflete em resultado satisfatório, pois a proibição sempre gera curiosidade e revolta, levando a criança a encarar a atitude dos pais como um desafio e a comportar-se contrariamente às ordens que recebeu. Se, ao contrário, não houver proibição e sim diálogo esclarecedor, de forma que mesmo a criança pequena possa compreender, sua atitude será mais positiva, aceitando melhor suas limitações. Muitas vezes, a criança, ou mesmo o jovem, tentará consumir um alimento não adequado para comprovar se realmente é nocivo. Isto é compreensível e faz parte de seu aprendizado e aceitação do tratamento do Diabetes. Este comportamento não deve ser incentivado ou reprimido, apenas compreendido.

Muitos jovens diabéticos apresentam um comportamento desafiador diante do tratamento do Diabetes mellitus, inclusive com relação à dieta alimentar. Este tipo de comportamento pode representar uma fase de auto-afirmação, mas os pais devem estar atentos quanto a eles, pois muitas vezes o que parece ser o processo de desenvolvimento emocional pode ser uma forma de chamar atenção para si, o que nos deverá levar a refletir o quanto este jovem está sofrendo com sua situação. Já se abordou muitas vezes a importância da educação em saúde para o diabético e seus familiares e do acompanhamento psicológico de toda a família. Reforçamos esta idéia, pois, sem dúvida, os melhores resultados são obtidos quando o tratamento agrega vários profissionais que trabalham conjuntamente e, certamente, o apoio psicológico é fundamental. Outras situações bastante comuns aos jovem são os passeios e festas com amigos. Os aspectos que gostaríamos de ressaltar são relativos ao consumo de bebidas alcoólicas e aos episódios de hipoglicemias, que já foram abordados anteriormente neste trabalho.

Nossa mensagem final é a de que é de suma importância que olhemos para a criança e jovem diabéticos, antes de tudo, como crianças e jovens e não como diabéticos , pois o profissional de saúde deve tratar o indivíduo e não a doença.

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