Alergia e resistência à insulina

Embora tenha ocorrido uma dramática redução na incidência de resistência e de reações alérgicas à insulina com o advento da insulina humana ou de preparações altamente purificadas do hormônio, tais reações ainda ocorrem como resultado de reações a pequenas quantidades de insulina agregada ou desnaturada em todas as preparações, a contaminantes secundários ou por causa da sensibilidade a um dos componentes acrescentados à insulina em sua formulação (protamina, Zn2+, fenol etc.). As manifestações alérgicas mais freqüentes são as reações cutâneas locais mediadas por IgE, embora, em raras ocasiões, os pacientes possam desenvolver respostas sistêmicas com risco de vida ou resistência à insulina devido a anticorpos IgG. Deverão ser feitas tentativas de identificar a causa subjacente da resposta de hipersensibilidade por meio da mensuração de anticorpos IgE e IgG insulino-específicos. O teste cutâneo também é útil; no entanto, mui-tos pacientes exibem reações positivas à insulina intradérmica, sem experimentar quaisquer efeitos adversos a partir da insulina subcutânea. Quando os pacientes apresentam reações alérgicas à insulina mista de boi/porco, a dessensibilização pode ser tentada; ela tem sucesso em cerca de 50% dos casos. Os anti-histamínicos podem propiciar alívio nos pacientes com reações cutâneas, embora os glicocorticóides tenham sido empregados em pacientes com resistência à insulina ou com reações sistêmicas mais graves.

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