EXERCÍCIOS E O EXCESSO DE INSULINA
Quando se pratica exercícios físicos e há hiperinsulinemia, ocorre uma redução rápida da glicemia devido a:
* inibição da produção hepática de glicose;
* aumento da utilização de glicose pelos músculos;
* redução da resposta lipolítica do tecido adiposo.
Com a manutenção dos exercícios poderá ocorrer hipoglicemia. Caso a queda da glicemia seja muito rápida, os sintomas hipoglicêmicos podem manifestar-se mesmo na ausência de hipoglicemia absoluta. O que se propõe para esta situação é promover um ajuste na dosagem de insulina ou, o que é mais comum, orientar para que seja ingerido de 10 a 50 g de carboidratos extra antes ou durante a prática de exercícios. A quantidade de carboidratos, para a prevenção da hipoglicemia, depende da intensidade e da duração dos exercícios (Ver item 8.1). O automonitoramento através de glicemias capilares, realizadas 3, 4 ou mais vezes ao dia, é necessário para o tratamento intensivo. Este esquema vem sendo seguido por muitos diabéticos Tipo 1 e proporciona também uma maneira rápida e simples de se documentar a resposta glicêmica individual a um determinado tipo de exercício. Podemos dizer que o automonitoramento é importante para acompanhar as respostas glicêmicas aos exercícios, orientar sobre as necessidades de insulina e o aporte calórico.