DIABETES NA GESTAÇÃO

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É importante classificar o estado diabético e suas repercussões sobre o organismo materno. Alguns exames são fundamentais: fundo

de olho, ECG, uréia, creatinina e proteinúria, além de exame de urina parcial e cultura, uma vez que a infecção urinária na grávida é fator importante a considerar como fator de descompensação da diabética.

A preocupação máxima está na obtenção de níveis de glicemia próximos da normalidade, seja através de uma dieta apropriada ou através de insulinoterapia.

Os hipoglicemiantes orais devem ser evitados pelo fato de atravessarem a barreira placentária e estimularem o feto a um hiperinsulinismo, além do aspecto teratogênico a eles atribuído.

Com o objetivo de se manter glicemia de jejum e pós prandial a nível de 105 mg/dl, impõe-se monitorização a cada visita pré-natal, com os seguintes exames:

* Glicemia de jejum
* Glicemia pós prandial (2 horas após refeição normal)
* Glicosúria, cetonúria e proteinúria.

Os casos de intolerância leve devem ser tratados somente com dieta, e controlados com avaliação da glicemia. A insulinoterapia fica reservada quando não são alcançados níveis de glicemia ideais.

O principal objetivo no tratamento da gestante diabética, é manter os níveis de glicemia próximos a normalidade, pois sabe-se que os agravos do concepto estão relacionados com os níveis de glicemia elevados.

O tratamento com insulina deverá ser acompanhado por endocrinologista, que sempre estará mais familiarizado com seu uso e efeitos, devendo haver um perfeito entrosamento entre obstetra e endocrinologista para levar a bom termo a gravidez.

O tratamento adequado, devidamente controlado poderá dispensar internações na evolução da gravidez, que só se justificariam nas seguintes situações:

* Quando não se consegue controle adequado das alterações metabólicas, em função da labilidade da endocrinopatia.
* Nas complicações graves do diabetes (acidose, nefropatia, complicações cardiovasculares).
* Nas intercorrências obstétricas freqüentes da diabética (macrossomia, polidrâmnio e toxemia)
* Na vigência de infecções, principalmente urinária.

Com relação a hemoglobina glicolisada (HbA1), encontra-se em valores aumentados na gestante diabética. Valores maiores que 8% da massa total na segunda metade da gestação, sugerem maior morbidade perinatal. Em particular observa-se associação entre HbA1 elevada (>10%) e malformações congênitas. Assim, frente a níveis elevados de HbA1, a alfa-fetoproteina e o exame ultrassonográfico devem ser realizados a partir da 16ª. semana de gestação.

No decorrer da gravidez há crescente resistência a insulina deveno as doses ser reajustadas. No retorna da gestante à vida domiciliar, deve-se levar em consideração o fato de que o aumento da atividade física condiciona a redução da dose de insulina.

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