Diabetes e o peso

O excesso de peso é maléfico para qualquer indivíduo, já que pode trazer complicações para o corpo humano, como doenças cardíacas, derrames cerebrais, Diabetes tipo 2, certos tipos de câncer, gota (dor nas articulações devido a ácido úrico em excesso), doenças biliares, apnéia no sono (interrupção da respiração durante o sono) e a osteoartrite (desgaste das articulações) (SCHMIDT, 2001).

Quanto maior o sobrepeso, maior a propensão a problemas de saúde. Muitas pessoas com excesso de peso enfrentam dificuldades para chegar ao peso ideal para seu tipo de corpo, porém, na prática, é possível melhorar o estado da saúde com a perda de apenas cinco a dez quilos (NORA et al, 1996).

As pessoas com DM precisam ter um cuidado especial com a balança, pois se manter no peso ideal ajuda muito a controlar a doença. Isso porque a ingestão diária de calorias e carboidratos influencia no controle glicêmico. Os exercícios físicos também são indicados, não só para manter o peso, como para aumentar a eficácia da insulina, entre outros.

Segundo Nussbaum (2002), indivíduos obesos, com diabetes ou não, apresentam, em jejum, níveis de insulina aumentados e a liberam mais após sobrecarga oral de glicose (curva glicêmica). Quando este aumento de insulina (hiperinsulinismo) estiver associado ao aumento de triglicérides, diminuição do HDL – colesterol, aumento da pressão arterial e obesidade central, constituirá importante fator de risco para doença coronariana – “Síndrome Metabólica” ou “Síndrome de Resistência à Insulina”.

Os portadores de obesidade central, abdominal ou andróide (depósitos de gordura predominantemente no abdome e nas vísceras) apresentam maiores fatores de risco do que os de obesidade ginóide (predominantemente no quadril e subcutâneo), pois a obesidade central é uma manifestação da síndrome de resistência à insulina, ou seja, com maiores níveis de insulina no sangue e maior incidência de diabetes (CONKEY, 1993).

Têm-se dado muita importância ao reconhecimento precoce desta síndrome, pois medidas adequadas – redução de peso, exercícios e medicamentos –, reduzem ou mesmo evitam o aparecimento de diabetes (TUOMILEHTO et al, 2001).

Carr (1998) assegura que quando uma pessoa se submete a uma dieta de baixo teor calórico, o número de receptores aumenta paralelamente à redução dos níveis de insulina, sugerindo que o excesso alimentar é o responsável pelo hiperinsulinismo e resistência periférica, mais que a massa de tecido gorduroso.

April 3rd, 2008 - Categoria: Prevenção | |

Leave a reply