OBJETIVO DA TERAPIA COM INSULINA

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A administração subcutânea de insulina consiste no tratamento primário para todos os pacientes com DMID, para pacientes com DMNID que não sejam adequadamente controlados por dieta e/ou fármacos hipoglicemiantes orais e para pacientes com diabetes pós-pancreatectomia ou diabetes gestacional. Além disso, a insulina é crítica para o controle da cetoacidose diabética e tem uma função importante no tratamento do coma hiperglicêmico não-cetótico e no controle perioperatório de pacientes com DMID ou DMNID. Em todos os casos, o objetivo é a normalização não somente da glicemia, mas também de todos os aspectos do metabolismo; o último objetivo é de difícil realização. O tratamento ótimo requer uma conduta coordenada de dieta, exercício e administração de insulina.

A quase normoglicemia pode ser atingida em pacientes com múltiplas doses diárias de insulina, misturadas ou não (figura 3) ou com a chamada terapia com bomba. O objetivo é alcançar uma concentração sanguínea de glicose em jejum entre 90 e 120 mg/dl (5 a 6,7 mM) e um valor pós-prandial com 2 horas inferior a 150 mg/dl (8,3 mM). Nos pacientes menos disciplinados ou naqueles com respostas defeituosas dos hormônios contra-reguladores, pode ser necessário aceitar concentrações sanguíneas de glicose em jejum mais elevadas (p.ex., 140 mg/dl [7,8 mM]) e concentrações pós-brandiais em 2 horas maiores (200 a 250 mg/dl [11,1 a 13,9 mM]).

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