TIPOS DE INSULINA

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As insulinas de ação curta ou rápida são apenas soluções de insulina zíncica cristalina regular (injeção de insulina) dissolvida em um tampão em pH neutro. Estas preparações apresentam início de ação mais rápido, porém duração mais curta (Quadro 3). A insulina de ação curta deverá ser usualmente injetada 30 a 45 minutos antes das refeições. A insulina regular também pode ser aplicada por via intravenosa ou intramuscular. Após a injeção intravenosa, há uma rápida diminuição na concentração sanguínea de glicose, que geralmente atinge o ponto mais baixo em 20 a 30 minutos. Na ausência de uma infusão sustentada de insulina, o hormônio é rapidamente depurado, e os hormônios contra-reguladores (glucagon, adrenalina, noradrenalina, cortisol e hormônio do cresci-mento) restauram a glicose plasmática aos níveis basais em 2 a 3 horas. Na ausência de uma resposta contra-reguladora (p.ex., em pacientes diabéticos com neuropatia autonômica), a glicose plasmática irá permanecer suprimida por muitas horas após um bolo de insulina de 0,15 U/kg, porque as ações celulares da insulina são prolongadas muito além de sua depuração do plasma. As infusões intravenosas de insulina são úteis em pacientes com cetoacidose ou quando os requisitos de insulina podem mudar rapidamente, como durante o período perioperatório, o trabalho de parto e o delivramento e em situações de cuidados intensivos.

Quando as condições metabólicas são estáveis, a insulina regular é usualmente fornecida por via subcutânea, em combinação com uma preparação de ação intermediária ou longa. A insulina de ação curta é a única forma de hormônio que pode ser utilizada nas bombas de infusão subcutânea. Formulações tamponadas especiais de insulina regular foram produzidas para este último propósito; estas são menos prováveis de cristalizar no equipo durante a lenta infusão associada a este tipo de terapia.

A cinética da absorção da insulina semilenta (suspensão pronta de insulina zíncica) e da insulina regular é similar, mas a insulina semilenta possui uma duração de ação mais prolongada. Ela está disponível apenas como insulina bovina e/ou suína, sendo raramente utilizada em nossos dias.

As insulinas de ação intermediária são formuladas de modo a que se dissolvam de forma mais gradual quando administradas por via subcutânea; suas durações de ação são assim mais longas. As duas preparações mais freqüentemente utilizadas são a insulina com protamina neutra de Hagedorn (NPH) (suspensão isófana de insulina) e a insulina lenta (suspensão de insulina zíncica). A insulina NPH é uma suspensão de insulina em um com-plexo com zinco e protamina em um tampão de fosfato. A insulina lenta é uma mistura de insulinas cristalizada (ultralenta) e amorfa (semilenta) em um tampão de acetato que mimetiza a solubilidade da insulina. As propriedades farmacocinéticas das insulinas humanas de ação intermediária são ligeiramente diferentes daquelas das preparações de suínos. As insulinas humanas mostram início de ação mais rápido e duração mais curta que as insulinas de porco. Esta diferença pode estar relacionada com a natureza mais hidrofóbica da insulina humana, ou as insulinas humanas e de porco podem

interagir de modo diferente com a protamina e os cristais de zinco. Esta diferença pode criar um problema com o momento ótimo para a terapia noturna; as preparações de insulina humana administrada antes do jantar podem não ter uma duração de ação suficiente para evitar a hiperglicemia pela manhã. Deve-se notar que não há evidência de que a insulina lenta ou NPH possua efeitos farmacodinâmicos diferentes quando usada em combinação com a insulina regular (solúvel) em um regime de dosagem de duas vezes ao dia. Em geral, as insulinas de ação intermediária são fornecidas uma vez ao dia, antes do desjejum, ou duas vezes ao dia. Nos pacientes com DMNID, a insulina de ação intermediária administrada ao dormir pode ajudar a normalizar a glicemia de jejum. Quando a insulina lenta é misturada à insulina regular, alguma parte desta última pode formar um complexo com a protamina ou com o Zn2+ após várias horas, o que pode lentificar a absorção da insulina de ação rápida. A insulina NPH não retarda a ação da insulina regular quando as duas são vigorosamente misturadas pelo paciente ou quando estão comercialmente disponíveis como uma mistura.

A insulina ultralenta (suspensão de insulina zíncica expandida) e a suspensão de insulina zíncica com protamina são insulinas de ação prolongada; elas mostram um início de ação muito lento e um pico de ação máximo prolongado e relativamente “achatado”. Verificou-se que estas insulinas proporcionam uma concentração basal de insulina baixa durante todo o dia. A longa meia-vida da insulina ultralenta torna difícil a determinação da dosagem ótima, pois vários dias de tratamento são necessários antes que um estado de equilíbrio da concentração de insulina circulante seja alcançado. Da mesma forma que com as insulinas de ação intermediária, a insulina ultralenta de boi-porco apresenta um curso de ação ainda mais prolongado que a insulina humana ultralenta. As doses, administradas uma ou duas vezes ao dia, são ajustadas de acordo com a concentração de glicose sanguínea em jejum. A insulina zíncica com protamina raramente é empregada nos dias de hoje, por causa de seu curso de ação prolongado e muito imprevisível, e ela não está mais disponível nos Estados Unidos. As preparações de insulina que estão disponíveis para uso clínico nos Estados Unidos são indicadas no Quadro 4.

Deve-se enfatizar a grande variação na cinética da ação da insulina entre os indivíduos e em cada um deles, O tempo para o efeito hipoglicemiante máximo e os níveis de insulina podem variar em 50%. Esta variabilidade é provocada, pelo menos em parte, por grandes variações na taxa de absorção subcutânea. Com freqüência, afirma-se que ela é mais perceptível com as insulinas de ação longa e intermediária. Contudo, dados mais recentes demonstraram que a administração de insulina regular pode resultar em variabilidade similar. Quando esta variabilidade está associada às variações normais na dieta e no exercício, é algumas vezes surpreendente como muitos pacientes alcançam um bom controle das concentrações sangüíneas de glicose.

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Comentários

  1. Guilherme Araújo says:

    Boa tarde!!

    Gostaria de saber qual fator de conversão da insulina NPH-Humana para Glargina-Lantus, pois hoje aplico 46mg/dL e o médico está mudando meu tratamento para lantus e na receita está descrito 16mg/dL. Os valores são muitos direfentes.

  2. Dionise says:

    Meu esposo está começando o tratamento do diabetes, assim gostaria de saber de forma clara a diferenaça entre as insulinas: NPH, Glargina e regular, quais seus efeitos e principais diferenças de ação.

  3. VANESSA says:

    gostaria de saber se possivel agora quais os tipos de insulinas e sua funçao no corpo?
    obrigado

  4. Tânia Márcia Pinna Rodrigues says:

    Boa Tarde,

    Qual a duração da insulina reguladora no organismo?

    Qual a duração da insulina NPH humana no organismo?

  5. Luiza says:

    Sou enfermeira em uma Entidade que trabalha com portadores de Diabetes e
    gostaria de saber se tem alguma tabela que mostra a diferença entre as insunas, e os picos que cada uma tem…..
    Atenciosamente
    Aparecida Luiza Lopes

  6. TITO says:

    boa noite,eu tenho uma tia toma a isulina nph,ela pode toma a isulina rrnovolin ri 100/ml.?

  7. TITO says:

    minha tem diabete ela toma isulina nph ela pode.
    outro tipo de isulina humana?

  8. Fabiana says:

    Quero saber com diferencia a insulina regular e a insulina nph

  9. normesia says:

    Gostaria que tivesse entrevistas no fantastico sobre Diabetes com mais Frequencia muito obrighada.

  10. cleia says:

    como funciona e quando é utilizado insulina tipo NPH Simples.

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